A geração Seu Jorge está nas ruas...!
O músico de talento híbrido, que encantou todas as gerações está prestes a formar sua escola de prodígios. É claro que não podemos esquecer de seus antecessores, os célebres “Jorge Ben Jor”, “Bebeto”, “Banda Black Rio”, “Trio Mocotó”, “Clube do Balanço”, “Originais do Samba”, entre tantos outros gênios que juntos deram os primeiros grandes passos para que um ritmo black autêntico e cada vez mais com a cara do Brasil fosse aderido pelas massas, educadas ao som de gêneros regionais como o samba. Mas entender a pessoa de Seu Jorge como um instrumento de ligação temporal entre o passado áureo do Swing, Samba Rock ou Balanço e a nossa atualidade, marcada pela presença viva da Black Music quase sempre importada dos EUA, é notar que uma nova proposta musical emerge a cada dia, com a nossa linguagem e bem debaixo dos nossos olhos. “Aqui no Brasil, quando ouço rádio, só toca rap americano... O DJ tem que saber combinar o Rap da Nova Escola com o da Velha Escola; saber colocar as músicas dos artistas locais; ser mais plural ao tocar e não fazer aquela mesma seqüência e repertório que está habituado só por que a rádio pediu! Assim esse DJ não está sendo verdadeiro com a Cultura Hip-hop... Não está a representando a real Cultura Hip-hop”, declara o DJ Afrika Bambaataa, idealizador da Cultura Hip-hop, em visita ao Brasil em abril de 2008, insatisfeito com a insensibilidade do novo legado de profissionais dos toca-discos.
Mas muito embora exista a resistência de grande parte dos DJ’s brasileiros na excussão da black music nacional nas pistas de dança e FM’s do país, por outro lado há também a insistência daqueles que acreditam em algo notável, capaz de interagir com o internacional, por meio de uma releitura muito autêntica das nossas essências musicais regionais. E a exemplo desta ousada iniciativa está à dupla DJ Claysoul e o cantor black Rodrigo Lampreia: de um lado um DJ entusiasta da Cultura Black, de currículo extenso iniciado nos anos 80 junto à equipes de som como a destacada Furacão 2000 e atualizado nos bailes black do subúrbio carioca, como é o caso do tradicional Disco Voador (Marechal Hermes), considerado o Templo da Black Music com mais de 20 anos de existência – onde também atua como promoter. De outro, um cantor creditado como uma das grandes promessas da cena black nacional. Cantor, compositor, violonista e guitarrista, com apenas 25 anos de idade, Lampreia mescla com originalidade MPB, Pop e Samba ao seu canto fácil e suave, isto sem falar na sua presença arrebatadora e contagiante diante de um público encantado com suas performances... Juntos eles formam o projeto SoulBalanço, um movimento modernista destinado a unir o subúrbio black à zona sul carente de novas sonoridades. Em seu set nada convencional, o DJ Claysoul prepara a pista com o encontro de gerações, trazendo ao público nomes como Maria Rita, Martinália, Farofa Carioca, Caixa Preta, Trio Mocotó, Bebeto, Jorge Ben Jor, Clube do Balanço, Banda Black Rio, Max Di Castro, Djavan, Simoninha, Cláudio Zoli, Sandra de Sá, Hyldon, Cassiano, Davi Moraes, Anderson Madeira, Marcelo D2, Suave, Leandro Sapucahy, Labuta, Hannah Lima, J3, Zé Ricardo, Jottace, Thaíde, Rappin’ Hood, Luciana Melo e mais uma lista inesgotável de nomes importantes da cena brazuca.
Com a pista já em efervescência, é a vez de Rodrigo Lampreia, agitar a platéia com uma apresentação envolvente, onde o difícil é ver alguém parado...
Casas como a Mofo (Lapa), Conversa Fiada (Ipanema) e Melt (Leblon - RJ), se tornaram alguns dos pontos de intervenção desta dupla que a cada apresentação, tem uma novidade no fundo da cartola para o público carente de boa música.
Portanto, se você não é ruim da cabeça ou doente do pé, venha conferir de perto o show onde o Black se acaba em Samba...
DJ TR.
Saiba mais:
Ouça ‘Rodrigo Lampreia’
www.myspace.com/rodrigolampreia
Entrevista com o ‘DJ Claysoul’
http://claysoul.blogspot.com/
www.riofesta.com.br/agencia/noticias.asp?id=9582
Contatos: 87133-3766 / 8*34071